quarta-feira, 15 de junho de 2011

ANDRÉ CORRÊA X BOMBEIROS

O deputado André Corrêa é o grande defensor do governador Sérgio Cabral na luta contra as reinvindicações dos bombeiros, na ALERJ. Hoje, na Assembléia, ele deverá ser o defensor das duas únicas propostas do governo: abono e um vale-transporte. Os líderes do movimento ainda não sinalizaram se aceitam ou não aceitam o que está sendo oferecido.

Os bombeiros já não ocupam as escadarias da ALERJ e o grande argumento trazido por Cabral, no jornal O Globo de hoje é que o Rio de Janeiro teria um grande efetivo de bombeiros, superando, inclusive, o Estado de São Paulo, que é muito maior em tamanho e população. Seriam cerca de 16 mil bombeiros em território fluminense.

2 comentários:

Luiz Carlos Martins Pinheiro disse...

Caro José

Na demanda dos bombeiros por mais justa que seja, não se pode ignorar a do demais funcionalismo estadual fluminense.

Há que se considerar que os policiais, civis e militatres, os professores, os médicos etc.

Há outrossim que se considerar formação e cargas horárias requeridas bem como disposições orçamentares.

Abonos e gratificações são paliativos, só para ativos e que não se leva à inatividade.

Pior é quando correm por conta do fundo destinado ao aparelhamento do CB, desvirtuando sua finalidade, com a qual nos é cobrada. Depois se justificará o desaparelhamento com falta de recurso financeiro.

Não é motivo de orgulho algum termos o mais numeroso CB do Brasil, mas sim o mais eficiente.

Parece que o CB voltou a ter, de fato, um comando, o que é fundamental para que seja colocado nos trilhos.

Quanto à anistia é questão eminentemente política e não administrativa.

Abraços, saúde e Paz de Cristo.
Luiz Carlos/MPmemória.

Carlos disse...

Por que o ato dos bombeiros cria um precedente perigoso

Os bombeiros assim como qualquer categoria têm o direito de pedir melhoria salarial, ocorre que por servirem junto com a PM, sob regime militar, lhes é vetado o direto à greve. Nos últimos dias o que tenho visto no Rio é um circo. Uma categoria que vem sendo “doutrinada” por políticos faz meses, chega ao ponto de rasgar sua lei militar, invadir um quartel, ocupar e inutilizar viaturas.
Ora, isso é inadmissível em um estado de direito. Imaginemos se médicos decidem fazer greve, invadir hospitais, furar pneu das ambulâncias e trancar as portas; E se um dia policiais em greve ocuparem os presídios e ameaçarem soltar os presos? Não obstante, teríamos ainda a possibilidade de Soldados do exército em greve, colocarem tanques para obstruir vias. Pergunto: Onde a sociedade vai parar? É esse o precedente que a sociedade deseja abrir com os bombeiros?
Para que não corramos esse risco há uma legislação militar que rege as FFA, Bombeiros e a PM. Independente de qualquer pleito salarial, ela tem de ser respeitada. No momento em que a sociedade permitir que essa lei seja ignorada, estará pondo em risco sua própria ordem.