Uma pauta interessante para discutirmos com nossos candidatos a deputado (federal e estadual) e até com nossos candidatos ao senado, que possivelmente venham a Miracema, é o empobrecimento crescente da região Noroeste Fluminense. Ameaçados de perder os royalties do petróleo, cidades como Miracema, Pádua, Laje, Porciúncula, Natividade e Varre-Sai, podem até sair do mapa. Não por causa dos royalties apenas, mas por anos e anos de empobrecimento robusto e crescente, além do esvaziamento contumaz das economias desses municípios.
Vejam o quadro atual dessas cidades: vivem das aposentadorias, não há investimentos que gerem emprego e renda, não há novas empresas ou movimentos econômicos à vista em nenhuma delas. São cidades estagnadas em todos os sentidos. Os políticos locais estão em constantes conflitos que só fortalecem este esvaziamento.
As causas são as mais variadas, mas vamos a algumas delas, que podem ser pauta das discussões com os "pedidores" de votos que estão chegando aqui, aos poucos mas estão: falta de estradas. A maioria dessas cidades dependem da BR 393 (Além Paraíba x Pirapetinga). E nas condições atuais daquela estrada, o custo do transporte dos produtos produzidos aqui é inviável para comercialização nos grandes centros consumidores (leia-se São Paulo e Rio de Janeiro).
Por outro lado, as empresas sobreviventes daqui da região - diga-se de passagem que são poucas - estão vivendo e sentindo uma grave crise nos últimos 30 anos. Aliás, essas empresas são as mesmas há 30/50 anos. Vide Copapa (Pádua) e Boechat (Itaperuna). No mais, o que há de novo gerando emprego e renda na região? Quase nada. As cooperativas estão falidas, o comércio local não resiste ao comércio dos grandes centros (quem vai comprar uma televisão em Miracema por preço de mercado para pequenos varejistas se pode comprar em Itaperuna - Casas Bahia com preços praticados por grandes redes?)
Tenho ouvido falar na empresa Godam, um laticínio de Patrocínio do Muriaé/MG(cidade de origem) que está expandindo-se para o Noroeste, mas não é lá essas coisas para compararmos com a Copapa, por exemplo, que tem vários turnos de trabalho e gera empregos na região toda.
Então, caro eleitor, quando o candidato chegar na sua porta, pergunte a ele o que pode ser feito para que a economia do Noroeste se reaqueça? O que ele, candidato a uma vaga no parlamento, pode fazer, para gerar emprego e renda no Noroeste? Essa é a hora!
Vejam o quadro atual dessas cidades: vivem das aposentadorias, não há investimentos que gerem emprego e renda, não há novas empresas ou movimentos econômicos à vista em nenhuma delas. São cidades estagnadas em todos os sentidos. Os políticos locais estão em constantes conflitos que só fortalecem este esvaziamento.
As causas são as mais variadas, mas vamos a algumas delas, que podem ser pauta das discussões com os "pedidores" de votos que estão chegando aqui, aos poucos mas estão: falta de estradas. A maioria dessas cidades dependem da BR 393 (Além Paraíba x Pirapetinga). E nas condições atuais daquela estrada, o custo do transporte dos produtos produzidos aqui é inviável para comercialização nos grandes centros consumidores (leia-se São Paulo e Rio de Janeiro).
Por outro lado, as empresas sobreviventes daqui da região - diga-se de passagem que são poucas - estão vivendo e sentindo uma grave crise nos últimos 30 anos. Aliás, essas empresas são as mesmas há 30/50 anos. Vide Copapa (Pádua) e Boechat (Itaperuna). No mais, o que há de novo gerando emprego e renda na região? Quase nada. As cooperativas estão falidas, o comércio local não resiste ao comércio dos grandes centros (quem vai comprar uma televisão em Miracema por preço de mercado para pequenos varejistas se pode comprar em Itaperuna - Casas Bahia com preços praticados por grandes redes?)
Tenho ouvido falar na empresa Godam, um laticínio de Patrocínio do Muriaé/MG(cidade de origem) que está expandindo-se para o Noroeste, mas não é lá essas coisas para compararmos com a Copapa, por exemplo, que tem vários turnos de trabalho e gera empregos na região toda.
Então, caro eleitor, quando o candidato chegar na sua porta, pergunte a ele o que pode ser feito para que a economia do Noroeste se reaqueça? O que ele, candidato a uma vaga no parlamento, pode fazer, para gerar emprego e renda no Noroeste? Essa é a hora!
8 comentários:
Souto, Receba meus parabéns pela abordagem, muito oportuna mesmo, penas que a maioria só quer saber de pensar em si próprio.
Cidinho
Estou feliz com o que li aqui. Parece que alguém está chamando a atenção do eleitor para que vote com o município e faça do voto um trunfo em favor da comunidade. Valeu, José
Estou feliz com o que li aqui. Parece que alguém está chamando a atenção do eleitor para que vote com o município e faça do voto um trunfo em favor da comunidade. Valeu, José
Adilson,
Escrevi essas postagens hoje pela manhã, estão prontas três com o mesmo título, abordando o tema, sugerindo opções para sairmos desse problema.
O mais importante é a discussão aqui nos comentários, logico que as discussões em alto nível.
Obrigado por você participar aqui, demonstrando sua preocupação com o Noroeste Fluminense e, em especial, com sua querida terra natal, Miracema.
Boa Páscoa.
José Souto
Tambem concordo com as palavras do amigo Jose Solto, mas acredito que os politicos como todos nos estamos muito acomodados, acho que devemos tomar caminhos diferentes ao inves de ficarmos esperando que terceiros venha nos ajudar com nossos problemas.
se nos mobilizarmos e formos a luta ao inves de ficarmos tentando achar o defeito do outro para nos vangloriarmos descobririamos uma saida para estes problemas que se pararmos para pensar veremos que não e um bicho de sete cabeças. Um dos primeiros passos seria colocarmos em pratica as leis e normas do municipio, aplicando as devidas penalidades aqueles que não a cumprem, deixando de observar se e filho de fulano ou de ciclano, tratando todos da mesma forma.
Gostei!!! Eles vem pedir nosso voto...é importante mostrar que tem gente que pensa aqui. Saudações e Feliz Páscoa a todos os leitores.
Muito lúcida a observação do blog.
Alexandre Moraes
Professora Juliana,
A idéia inicial é essa mesmo, ou seja, instigar os eleitores a questionarem os pedidores de voto.
Tenho notado um movimento muito estranho ultimamente, são "assessores" locais de políticos que sequer conhecem Miracema.
Outro dia conheci uma "assessora" de um deputado federal que, pelo que consta, nunca veio na cidade. E tem uma assessora aqui.
Acho que é uma forma do sujeito obter (comprar) votos sem compromisso com a cidade.
abs
José
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