Já abordamos em item anterior sobre a adaptação de modelo de agroturismo da região de Venda Nova do Imigrante para Miracema. Agora, em continuidade àquela discussão, voltamos ao debate.
Na visita que fizemos aos vizinhos capixabas (+/- 200 km de Miracema até Venda Nova), observei que as famílias vivem todas em torno do agroturismo. Um exemplo é a família Altoé Sossai. Visitei dois sítios deles. Um tocado pelo pai (que aparenta idade próxima a 80 anos), onde produz cachaça modelo exportação (rótulo Venda Nova), além do café e outra propriedade tocada por um dos filhos, se não me engano chamado Felipe Altoé Sossai. Esse tem negócio mais diversificado, participa de feiras e até está expandindo para o ramo de hotelaria. No agroponto dele há muitos produtos de fabricação própria e captada de outros produtores.
Pelo que ouvi dos Altoé Sossai, todos os filhos estão vivendo em Venda Nova ou região. Nenhum mora fora ou exerce atividades que exigem curso superior e estudos avançados. O regime é de mútua ajuda, com a colaboração entre os familiares e vizinhos.
No caso de Miracema, não lembro de nenhuma família nessa condição. Os agricultores daqui dependem de mão-de-obra de terceiros, empregados contratados e que NÃO fazem parte de suas famílias. Ou seja, a tradição européia não existe mais no Noroeste.
O debate continua...
Um comentário:
estive recentemente em Venda Nova e fiquei imaginando como seria importante que Miracema tivesse um projeto de implementação do agroturismo em sua economia.
Concordo que não se aplica o modelo de lá, porém acho que estamos num momento em que o poder público (estadual, municipal) mais a sociedade miracemense se unissem em torno desta idéia.
Como já falei em outras vezes, apesar de não morar em Miracema, adoro esta terra e acho que existem muitos miracemenses importantes que podem ajudar.
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