Já ouvi muitos comentários, de amigos, sobre a implantação, em Miracema, do modelo de agroturismo da região de Venda Nova do Imigrante, na região serrana do Espírito Santo. Não tinha opinião sobre o tema, até conhecer aquelas cidades.
Lá o agroturismo é desenvolvido por famílias italianas, que herdaram os dotes culinários e agropecuários de seus antepassados. É um processo típico da tradição italiana. E a população de lá vive a cultura de seus antepassados, mantendo os traços originais dos primeiros imigrantes.
Apesar de colonizados por italianos, também, Miracema não tem famílias que guardam, até hoje, a tradição dos italianos, herdadas de seus antepassados. Diferentemente do povo de Venda Nova do Imigrante e Domingos Martins, não temos uma colônia de italianos, cultivando suas propriedades passadas de pai para filho.
As famílias italianas, portuguesas e espanholas de Miracema já não tocam suas propriedades. O modelo agrário daqui é outro. Veja o caso da família Mercante, por exemplo. Alguns ainda são proprietários das fazendas herdadas, mas não tocam as propriedades através de suas próprias mãos. As fazendas são tocadas por terceiros ou de forma diferente do modelo herdado. O caso se aplica às outras famílias de origem italiana que colonizaram Miracema. Minha família "Souto" também não mantém as tradições herdadas dos antepassados espanhóis. O mesmo se aplica à família Tostes. A tradicional fazenda Lagoa Preta já não está mais nas mãos da família de meus avós paternos. E dos filhos e netos do Sr. José "Dono" e Zeca "Dono", nenhum mantém a tradição européia na lida com a propriedade rural. O modelo de gestão é outro.
Com o fim da escravidão, muitas famílias que mantinham propriedade rural no Brasil, passaram as mesmas para as mãos de italianos. E esses, especialmente em nossa região (Noroeste Fluminense), passaram a propriedade para outras mãos.
Lá os herdeiros italianos não tiveram acesso aos estudos e os filhos e netos ficaram, como os pais, morando e "tocando" as propriedades. Lá em Venda Nova ainda há a produção do café e da cana-de-açúcar. E é essa cultura do café (pó), leite (queijos e derivados) e cana (açúcar e cachaça) que forma a base do agroturismo de Venda Nova do Imigrante.
Dessa forma, no primeiro momento, infelizmente, não vislumbro a hipótese de implantação do projeto que dá certo lá, em Miracema. Mas vejo com bons olhos a hipótese de adaptação e recriação de um modelo de agroturismo com as características de Miracema.
O debate está aberto...
Lá o agroturismo é desenvolvido por famílias italianas, que herdaram os dotes culinários e agropecuários de seus antepassados. É um processo típico da tradição italiana. E a população de lá vive a cultura de seus antepassados, mantendo os traços originais dos primeiros imigrantes.
Apesar de colonizados por italianos, também, Miracema não tem famílias que guardam, até hoje, a tradição dos italianos, herdadas de seus antepassados. Diferentemente do povo de Venda Nova do Imigrante e Domingos Martins, não temos uma colônia de italianos, cultivando suas propriedades passadas de pai para filho.
As famílias italianas, portuguesas e espanholas de Miracema já não tocam suas propriedades. O modelo agrário daqui é outro. Veja o caso da família Mercante, por exemplo. Alguns ainda são proprietários das fazendas herdadas, mas não tocam as propriedades através de suas próprias mãos. As fazendas são tocadas por terceiros ou de forma diferente do modelo herdado. O caso se aplica às outras famílias de origem italiana que colonizaram Miracema. Minha família "Souto" também não mantém as tradições herdadas dos antepassados espanhóis. O mesmo se aplica à família Tostes. A tradicional fazenda Lagoa Preta já não está mais nas mãos da família de meus avós paternos. E dos filhos e netos do Sr. José "Dono" e Zeca "Dono", nenhum mantém a tradição européia na lida com a propriedade rural. O modelo de gestão é outro.
Com o fim da escravidão, muitas famílias que mantinham propriedade rural no Brasil, passaram as mesmas para as mãos de italianos. E esses, especialmente em nossa região (Noroeste Fluminense), passaram a propriedade para outras mãos.
Lá os herdeiros italianos não tiveram acesso aos estudos e os filhos e netos ficaram, como os pais, morando e "tocando" as propriedades. Lá em Venda Nova ainda há a produção do café e da cana-de-açúcar. E é essa cultura do café (pó), leite (queijos e derivados) e cana (açúcar e cachaça) que forma a base do agroturismo de Venda Nova do Imigrante.
Dessa forma, no primeiro momento, infelizmente, não vislumbro a hipótese de implantação do projeto que dá certo lá, em Miracema. Mas vejo com bons olhos a hipótese de adaptação e recriação de um modelo de agroturismo com as características de Miracema.
O debate está aberto...
2 comentários:
Tudo na vida é uma escada. Temos que começar do primeiro degrau. Agricultura sempre é bem vinda.
Concordo com a opinião do Dalmo.
Implantar em Miracema o modelo de Venda Nova (ou de qualquer outra cidade) não é a realidade nem a proposta do GTURR-Miracema (Grupo do Turismo Rural de Miracema), do qual faço parte.
Para isso começamos o estudo com o mapeamento das áreas e dos potenciais turísticos do município.
Pena que o projeto não foi pra frente como esperávamos, mas a semente foi plantada e agora surgiu o interesse do atual governo em tocar o projeto.
Inclusive recebi e-mail do Ivanildo, Ascessor Superior do prefeito ontem falando em retomar as conversas com o grupo. Só alertou que a prefeitura não tem dinheiro para um projeto de turismo, mas ele pode ficar tranquilo, que quando existir um projeto mesmo, o dinheiro vem em forma de verbas do Ministério do Turismo.
Famos em frente.
O importante é não deixar o fogo apagar, mesmo que só restem brasas.
Ih! Falei bonito, hehehehehe......
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