
O MST divulgou no dia 16 de abril que há ocupações e trabalhos de acompanhamento de propriedades improdutivas em várias cidades do Norte e do Noroeste Fluminense. Segundo eles, no Estado do Rio, há 1.200 famílias acampadas, algumas há mais de sete anos, à espera da Reforma Agrária. Em todo o país, 150 mil famílias ligadas ao MST continuam vivendo sob a lona preta em ocupações e às margens de rodovias.De acordo com dados do Censo Agropecuário do IBGE de 1995/1996, o estado do Rio tem 4.390.000 hectares. Desta área, 2.416.305 hectares pertencem a estabelecimentos agropecuários, mas apenas 1.882.364 hectares (42,88% do total do estado) são usados, sendo que 337.241 hectares são de lavouras e 1.545.123 são de pastagens. Isto significa que mais de 22% da área dos estabelecimentos agropecuários não é usada de forma alguma e apenas 14% é voltada para a agricultura.
No Norte Fluminense, que seria a ocupação mais próxima de Miracema, no sábado, dia 14 de abril, cerca de 150 famílias ocuparam a fazenda São José, em Cardoso Moreira e continuam a resistir no local. A área, que estava abandonada há vários anos, fica ao lado do assentamento Francisco Julião, na estrada Campos-Itaperuna, e já está em processo de desapropriação.
A Constituição brasileira determina que a propriedade da terra depende do cumprimento de função social. Baseado nesse preceito, o Movimento Sem Terra ocupa terras para denunciar a concentração, protestar contra a pesquisa irresponsável com organismos geneticamente modificados, denunciar a lentidão dos processos de desapropriação e defender a soberania alimentar.
Para o MST, a Reforma Agrária deve garantir aos assentados o acesso à educação, saúde e cultura, deve ser destinada à produção de alimentos livres de sementes transgênicas e agrotóxicos para o mercado interno, deve gerar empregos no campo, preservar a biodiversidade e garantir a soberania alimentar.
Não há estudos, nem documentos do MST fazendo referência direta ao município de Miracema, segundo informações de sua representação na região.
4 comentários:
O MST invade e quebra.
Onde morei haviam assentamentos.
Não sou favoravel ao trabalho deles.
MST:um punhado de socialistas jurássicos guiando uma multidão de inocentes-úteis.
Até hoje não encontrei um objetivo sólido p tanta violência...
Rita
meu nome;marcos romao;morei na cehab,onde mora minha familia,passei nessecidade,fome,lutei muito vendendo picolé,engraxando sapatos nesta vendi muito pão nas ruas desta pequena cidade e nunca precisei invadir área de ninguem,sou totalmente contra qualquer tipo de invasão e acho que miracema não pode e não deve apoiar este tipo de ação é um pessimo exemplo.
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