
Os vereadores de Miracema parece que acertaram ao não aprovar o projeto de lei do prefeito Carlos Roberto Medeiros (PV), que extingue a UTIL, usina de lixo criada pelo ex-prefeito Gutemberg Damasceno e que já foi considerada a "menina dos olhos" da administração do PV.
O pedido de extinção enviado à Câmara de Vereadores prevê a realização de uma "auditoria" após a aprovação. Ou seja, o prefeito quer um cheque assinado "em branco" pelos edis. E se a auditoria não recomendar a extinção?
Outro fato estranho, no projeto de lei é que o prefeito alega dificuldades de prestar contas no sistema atual. Ora, será que todas as autarquias brasileiras têm essa dificuldade?
É o caso da prefeitura contratar profissionais especializados que atendam às exigências. Ou, ao menos, treinar seu pessoal, atualizando-os com as novas técnicas. É bom que o prefeito saiba que nos quadros da prefeitura existem excelentes funcionários públicos que são merecedores de mais atenção.
A dúvida dos vereadores parece que são essas mesmo, ou seja, falta de um levantamento criterioso da situação da empresa e também a situação dos funcionários públicos que trabalham lá contratados pelo regime da CLT, enquanto que os funcionários municipais são regidos por regime estatutário próprio.
A aprovação da extinção da UTIL parece um fardo muito pesado nas costas do vereadores de Miracema. Eu se fosse vereador, não aprovaria, pelo bem da cidade!
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