domingo, 10 de maio de 2020

ENTREVISTA: NELSON BARBOSA: MOVIMENTO NÃO VENDA SEU VOTO

O blog dá sequência à série de entrevistas que buscam trazer ideias e reflexões sobre a administração pública. Sempre fizemos assim nos 12 anos de blog e agora não poderia ser diferente. Hoje a entrevista é uma ideia e uma provocação aos miracemenses, vamos aproveitar para lançar em Miracema o movimento Não Venda seu Voto Miracema, idealizado, em Paulínia, interior de São Paulo, pelo servidor público Nelson Barbosa, 52 anos, conhecido na cidade como Nelsinho, que tem 52 anos e fundou o movimento Não Venda Seu Voto Paulínia.

A entrevista é fruto da experiência dele no combate à corrupção eleitoral e ao pior dos males na política. Vamos ouvir advogados, especialistas e orientar a população a NÃO VENDER O VOTO em suas mais diversas formas.

Compra de votos é apenas o político dar um dinheiro ao eleitor em troca do voto dele no dia ou na véspera da eleição?

Entende-se como compra de voto tudo que tenha valor financeiro, por exemplo uma cesta básica, um botijão de gás, uma dentadura, um carro, um alfinete ou até mesmo uma promessa de emprego. Inclusive a compra e a venda de voto se caracteriza a partir da oferta.

Quais as outras formas de compra de votos mais comuns e que passam desapercebidas pelo eleitor?

Os favores, o político cria dificuldade e vende facilidade, até mesmo aquela inocente carona pode ser caracterizada compra de voto, entre outros.

O movimento criado por Nelsinho repercutiu muito nos jornais de Paulínia/SP.


Os políticos dizem que quem os procura é o próprio eleitor, em busca de algum benefício e que eles concedem o benefício para "ajudar" o eleitor. Exemplo: pagar uma conta de luz ou dar uma cesta básica.

Devemos lembrar que aqueles que vendem o voto também estão cometendo um crime eleitoral, principalmente quando oferecem voto em troca de favores.

O que um cidadão comum pode fazer para combater a compra de votos em sua cidade?

A denúncia aos órgãos eleitorais utilizando das mais variadas tecnologias disponíveis, inclusive de aplicativos de denúncia como o pardal que está disponibilizado pelo TSE, sendo um eleitor consciente das suas obrigações como eleitor.

Nenhum comentário: