sábado, 2 de maio de 2020

É FAKE A INFORMAÇÃO QUE PREFEITURAS CRIAM CASOS DE COVID-19 PARA RECEBER VERBAS

As redes sociais estão sendo usadas por criminosos para divulgar informações falsas com vistas a atingir as campanhas de combate ao coronavírus. Desde caixões vazios, que obriga familiares a abrirem as urnas para verificar se o parente falecido está lá, até falsos casos de superfaturamento e desvio de recursos. Muitas fakes são originadas em tentativas de aliados do presidente da República de atingir e desmoralizar prefeitos e governadores que foram obrigados, por orientação científica a decretar o fechamento de estabelecimentos comerciais.

Uma das fake news disseminadas por esses criminosos diz respeito à atitude de prefeitos que estariam forjando casos de coronavírus para conseguirem o recebimento de verbas e decretarem calamidade pública. O que é mentira!

Primeiro é bom esclarecer que não é necessário ter um caso na cidade para o prefeito investir no combate ao coronavírus. Ao contrário, o que se pretende é o combate à disseminação do vírus. Ao contrário do que informam, não é necessário ter casos da doença para decretar calamidade pública. Ela é decretada para que se facilite a compra de insumos de forma rápida com vistas à não disseminação do vírus.

E os prefeitos ou governadores flagrados com compras acima do preço praticado no mercado, serão punidos. O que não é certo é interromper o combate do vírus. Por isso exige-se dos prefeitos a total transparência das compras e contratações.

Sobre o recebimento de verbas públicas, todos os municípios brasileiros receberam recursos, segundo o Ministério da Saúde. Muito aquém do necessário, mas receberam. Note-se que as prefeituras estão perdendo recursos de IPTU, ISS e os repasses de ICMS e FPM. O que os prefeitos querem é que o governo federal faça a compensação desses valores.

Assim, tendo 1 ou 100 casos, os valores são os mesmos repassados às prefeituras. O que varia é a população da cidade a ser beneficiada.

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