domingo, 3 de maio de 2020

DINHEIRO PARA AS PREFEITURAS E QUEM PAGA A CONTA É O SERVIDOR PÚBLICO


Ontem os servidores públicos levaram um grande golpe do Congresso Nacional. O socorro a prefeituras e Estados foi dado, condicionado à não concessão de qualquer tipo de reajuste salarial aos servidores públicos até o final de 2021. Esse é o preço que será pago pela má gestão de grande parte das prefeituras, que já estavam com finanças em ruínas, antes da pandemia.

Como era sabido, grande parte das prefeituras nunca fez o dever de casa, não honram suas contas pelo fato de não investirem na cobrança de seus tributos (IPTU e ISS) o que tornam esses entes municipais dependentes do Estado (ICMS) e Governo Federal (FPM). E o motivo de não investirem na arrecadação própria é a manutenção dos interesses políticos locais e a reeleição de seus executivos.

Obvio que não são todos, mas a grande maioria se encontra nessa situação e quem vai pagar a conta é quem mais sofre, o servidor. O socorro prometido veio menor que o esperado, que era repartir R$ 25 bilhões para os municípios. Esse valor foi desidratado e dividido com Estados e com o combate ao COVID-19.

A exigência de congelamento de salários foi imposição do Governo Federal e do Ministro Paulo Guedes, que só admitiu excluir dessa lista aqueles que estão atuando diretamente no combate à pandemia. Essa compensação cai na conta das prefeituras nos próximos dias, como previsto pelos líderes do Congresso.

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