O blog Miracema voltou à prática das entrevistas e a primeira será com a Paula Magna de Oliveira Coelho, miracemense, formada em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, Campus Macaé e Acadêmica de Medicina 9° período na Universidade Federal do Rio de Janeiro - Campus Macaé.
1) Como você vê as ações de contenção à pandemia em Miracema e na região?
Resposta: Acredito que estejam sendo corretas, visto que não temos casos confirmados de COVID-19 na cidade e as autoridades municipais tem seguido as orientações da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde.
2) Os esforços para que as pessoas fiquem em casa não estão surtindo efeitos ou diminuíram o efeito, onde as autoridades estão errando nessa conscientização?
Resposta: O fato de não termos casos confirmados da doença em Miracema, acaba fazendo com que as pessoas flexibilizem o isolamento e até mesmo desacreditem na possibilidade de aparecerem casos confirmados na cidade. Tenho visto carros de som reafirmando a necessidade das pessoas manterem o isolamento social. Entretanto, as informações contraditórias amplamente divulgadas em grupos de Whatsapp e facebook atrapalham o trabalho das autoridades. É um momento de muita ansiedade e insegurança. Minha orientação é que as pessoas busquem fontes seguras para se informarem, como: redes sociais do Ministério da Saúde, da Prefeitura Municipal de Miracema e da Secretaria Municipal de Saúde de Miracema. É preciso que as autoridades continuem reforçando a necessidade do isolamento social. Nosso município não tem estrutura para receber uma epidemia de COVID-19, pois demanda alta tecnologia hospitalar, ainda insuficiente na nossa cidade e em toda a região do noroeste fluminense.
O Ministério da Saúde tomou como atitude a quarentena para preparar nosso sistema de saúde para receber pacientes graves que chegariam aos montes nos hospitais, evitando que acontecesse aqui o mesmo fenômeno visto na China, Itália, Espanha e Estados Unidos. Precisamos reforçar sim as medidas de isolamento, até que diminua o pico de incidência de novos casos no Brasil.
3) Qual a importância da pessoa que não é grupo de risco ficar em casa?
Resposta: As pessoas que não fazem parte do grupo de risco possuem alto potencial de transmissão do Coronavírus. Muitas dessas pessoas poderão nem apresentar sintomas, caracterizando-se como portador assintomático do vírus, mas que ainda assim transmitem para outras pessoas. Todos nós temos contato em nossa casa com pessoas do grupo de risco: diabéticos, hipertensos, asmáticos, gestantes e puerperas, pessoas que fazem tratamento com corticoide e são imunodeprimidas. Essas pessoas poderão manifestar quadro grave da doença culminando na necessidade de suporte ventilatório (respirador) e morte, visto que ainda não temos tratamento efetivo protocolado.
Por isso, é importante que adotemos medidas de higiene como lavagem correta das mãos, uso de álcool em gel na impossibilidade de lavar as mãos, uso de máscaras caso você apresente sintomas gripais e, o mais importante nesse momento, manter o isolamento social para diminuir a propagação do vírus.
3 comentários:
Parabéns minha filha. Isso que devemos seguir. Que Deus lhe ilumine sempre!!!
Obrigada pelo convite e pelo espaço para esclarecer algumas dúvidas da população sobre as medidas de Contenção do coronavirus. Que você continue sempre motivado a informar a população miracemense,José Souto Tostes. Parabens!!!
Amei a entrevista! Paula é uma mulher forte, muito inteligente e competente!
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